sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Enfim, acabou...

Blog da Fuzarca

O “Caso Jéferson” finalmente chega ao fim: o Vasco retirou o recurso no STJD que questionava a decisão do Tribunal de Justiça Desportiva de retirar 6 pontos do clube. Com isso estamos definitivamente fora da Taça Guanabara. Esse melancólico fim - que nesse momento era o único fim racional - nos faz tirar algumas conclusões.

1) Não importa se um clube tem um atleta retirado irregularmente do BIRA. Em outras palavras, não é necessário um comunicado oficial para que a inscrição de um atleta seja anulada. É como no jogo do bicho: “vale o escrito”. Com isso, qualquer clube corre o risco de ver um jogador do seu elenco sem condições de jogo a qualquer momento. O exemplo que eu dei nos comentários é válido: se um hacker invade o site da Federação poucas horas antes de uma partida e apaga o nome de um atleta, o clube não tem outra opção além de vetar sua escalação. Afinal de contas, não importa como foi feita a retirada do atleta e sim se o nome dele está ou não no BIRA.

2) A CBF apita menos que a FFERJ. Se o órgão máximo do futebol brasileiro não considerava o Jéferson irregular não faz a menor diferença. O que importa é o BIRA da Federação Fluminense de Futebol.

3) Antes de qualquer partida, convém aos clubes mandarem representantes à Federação para vigiar as ligações recebidas pela entidade. Qualquer pessoa pode pedir a anulação da inscrição de um jogador enviando um simples fax para a FFERJ.

4) Apesar da facilidade com que se pode excluir um jogador do BIRA, recomendo enfaticamente que todos os clubes tenham advogados mais precavidos.

5) Se o advogado do seu clube não for precavido, que ele seja pelo menos competente na hora de defender as causas do time. Ou então, que tenha bons contatos na Federação (talvez isso seja mais útil).

6) Em caso de derrota em julgamentos, não é apropriado que os clubes busquem seus direitos em instâncias superiores (se o Departamente Jurídico do clube não for dos melhores, a medida é ainda mais desaconselhável) . Isso pode gerar um série de ameaças que só terão um fim quando o clube desistir dos recursos.

7) Para certas torcidas, o time que perde injustamente 6 pontos conquistados na bola e tenta recuperá-los é que usa o tapetão para vencer.

***

O fim do caso também decreta o seguinte: alguns times perdem a chance de chegar a final nos tribunais. Outros perdem no gramado.

***

Leonardo e Edgar estão finalmente à disposição do Dorival. Com apenas Gian e Vilson como opção no banco para a zaga - aliás, com Fernando e Tite como titulares, também - contar com Leonardo é muito bom para o nosso time. Já o Edgar é mais um que entra na briga por uma vaga no ataque. Pelas últimas partidas, Élton parece ter assegurado uma delas. Como o Pimpão, mesmo de boca fechada, não tem correspondido, sua vaga de titular é a que está na berlinda.

A concorrência é grande, mas não é das melhores. Faioli e Alan Kardec não são lá essas coisas e o Alex Teixeira deve acabar mesmo jogando mais recuado (ou acabará indo para o banco). O problema é saber se o Edgar vai mesmo corresponder às expectativas ou se vai acabar sendo um “Pimpão 2, a missão“: um atacante novo e promissor mas que não consegue fazer gols.

Roberto deu uma pipocada


TODOS APLAUDIMOS OS NOVOS TEMPOS EM SÃO JANUÁRIO.É A DEMOCRACIA, A LIBERDADE DE EXPRESSÃO,E,PRINCIPALMENTE O TRÂNSITO LIVRE DOS BRUTAMONTES SEGURANÇAS DO PASSADO.AGORA,QUANDO O VASCO RETIRA O RECURSO DO STJD,ONDE TENTAVA RECUPERAR OS 6 PONTOS,NÃO POSSO DEIXAR DE CRITICAR A INICIATIVA DO ROBERTO DINAMITE.DEU UMA PIPOCADA FEIA,NUMA DECISÃO PESSOAL,QUANDO OS INTERESSES DO VASCO TINHAM QUE ESTAR EM PRIMEIRO LUGAR.SE HOUVE PROMESSA DE UM CALA-BOCA,COMO SE DIA,PIOR AINDA.O PRESIDENTE DO VASCO APROVOU A SAFADEZA QUE O TJD FEZ,QUANDO OS JURISTAS MAIS IMPORTANTES DAVAM RAZÃO AO CLUBE.ASSIM,ROBERTO, VOCÊ ACABA JOGANDO NO MESMO TIME DO RUBINHO E DO EURICO, E NÃO FOI PRA ISSO QUE OS CARAS TE ELEGERAM.

Roberto Dinamite-se

Roberto Dinamite, o centroavante, foi um dois maiores ídolos da história do Vasco.

Graças a isso se elegeu deputado estadual.

Mau deputado, diga-se.

Fez dobradinha até com Eurico Miranda e, não satisfeito, ajudou a enterrar uma CPI do Futebol que quiseram instalar na Assembléia Legistativa do Rio.

Mesmo assim, com todo mundo sabendo disso muito bem sabido, ele teve apoio quase unânime da chamada sociedade civil quando resolveu bater chapa com Eurico Miranda nas eleições do Vasco.

Entre outras coisas porque foi humilhado, diante do filho, pelo truculento cartola na tribuna de honra de São Januário.

E porque tinha gente boa a cercá-lo.

Ele enfim ganhou a primeira eleição limpa que se fez no Vasco em muitos anos.

Seus melhores conselheiros lhe diziam para se cercar de gente que preenchesse suas deficiências.

E ele começou a trabalhar.

Mal, diga-se, a ponto de escolher Tita como técnico, de perder Morais para o Corinthians e acabar caindo para a segunda divisão, responsabilidade muito maior, no entanto, de Eurico Miranda, que deixou uma herança maldita mesmo, e com M maiúsculo.

Mas eis que pessoas boas começaram a abandonar o barco diante das práticas de Roberto Dinamite.

E ele foi bater na porta da CBF, pedir um empréstimo aqui, outro ali, até desistir, ontem, de lutar pelos direitos do seu clube na Taça Guanabara.

Enfim, já dá para afirmar com todas as letras: Roberto Dinamite é um mal muito menor que Eurico Miranda.

Mas não é a solução para o Vasco.

Infelizmente.

Qualquer semelhança não é mera coincidência

Blog O Sentimento Não Pode Parar



Imagine um time formado pelos seguintes jogadores:

1 - Um goleiro perereca, cuja única qualidade é fantasiar defesas fáceis;

2 - Um lateral direito que passa o jogo inteiro tentando dar uma assistência ao atacante adversário;

3 - Um zagueiro lutador de Muay Thay, que para jogar precisa fazer uso de efeitos suspensivos;

4 - Um capitão cuja única função é explicar as derrotas com a frase: 'Futebol é assim, mano';

6 - Um lateral esquerdo que joga o tempo todo com a mão na cintura, esperando a bola;

5 - Um volante de 40 anos que corre, corre, desarma e devolve a bola ao adversário;

8 - Um metrossexual que pensa as jogadas durante as noites nas boates cariocas;

11 - Um gringo que roda, roda e não sai do lugar. Nervosinho, distribui pontapés nos rivais;

10 - O 'craque' do time. Fracassou na Europa e voltou. Chuta, cruza, chuta de novo e...nada;

7 - Um zumbi, que consome milhões dos cofres para nada produzir. A maior piada do Rio;

9 - Um pobre coitado que esqueceram de apresentar à bola de futebol;

16 - O maior chinelinho do mundo. Comedor de acarajé, sua única motivação é ganhar peladas;

17 - O melhor do time. Jovem, veloz e hábil. Mas como esse time é uma zona, ele é reserva.

Cada um desses recebe mensalmente uma fortuna de um patrocinador. Um plano de saúde investe neste time, sem camisa e sem nenhuma tradição, para ter o retorno dos sofredores, que frequentemente visitam o cardiologista. Aliás essa é a profissão do presidente desta bagunça.

Como em campo são fracos, incompetentes, sem camisa, sem tradição e tem como maior glória o titulo da SÉRIE C, trabalham imundamente nos bastidores tentando por aí conseguir algo. Tapetão, virada de mesa, efeitos suspensivos são as grandes jogadas ensaiadas deste clube. Porém, uma hora as coisas precisam ser resolvidas em campo. E aí, esse timinho se ferra sempre. Mas quem é sofredor não desanima, tanto que uma de suas cores representa a esperança, que pra eles, felizmente é a última que morre.
Se ainda não ficou claro de que time estou falando, uma passada na Barra da Tijuca na noite de hoje ou amanhã, certamente ajudará a descobrir. Alguns dos jogadores podem ser vistos disputando ferrenhamente as peladas do Caça e Pesca, enquanto outros se esbaldam no Barril 8000, Ilha dos Pescadores, Nut, entre outras. Aí entre uma cerveja e outra, as jogadas são combinadas e talvez por isso em campo nunca funcionam.

A este pequenino time, que precisou roubar pontos de Anapolina e São Raimundo para ganhar a Terceira Divisão e depois pular direto sem jogar a Série B, minhas eternas gargalhadas.

Vocês são a comédia do Rio.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Na espera do STJD...

Amigos Vascaínos,

Estamos de volta, nessa que é a minha 86ª Coluna, e faço questão desse registro, primeiro por perceber que estou muito próximo da minha 100ª Coluna, algo para mim, absolutamente impensável, quando resolvi atender aos pedidos dos meus diletos amigos e companheiros Marcelo Panoeiro e Adriano Filho, que vinham desde 2005, mas que só iniciei, em Janeiro de 2006, e à época, tratando do 'Caso Alex Dias';

E antes de adentrar no objetivo dessa Coluna, só gostaria de registrar, que assim que resolvi escrever Colunas, uma coisa eu tinha em mente, não queria ser um 'chato' e nem tão pouco, tratar dos temas vinculados ao meu amado Vasco, de uma maneira similar, a dos Jornalistas 'Profissionais' que enchem o nosso saco e fazem média, Jornais e Internet afora;

Também não pretendia ser um Colunista, no melhor estilo 'enxuga gelo', ou seja, ficar falando se o 'ciclaninho' tinha jogando bem, e se o 'beltraninho' merecia jogar, e nem jamais tentei me intitular como 'Porta Voz' de ninguém, em especial, da racional e inteligentíssima Nação Vascaíona, que repudia, pela sua essência de genialidade, aos que assim tentam se 'oferecer' ou deixam-se levar por alguns bajuladores, e porque não dizer, daqueles que 'produzem respostas' para as suas próprias Colunas, e esse, definitivamente NUNCA foi o meu caso, e nem jamais será;

E mais, conto nos dedos, os que ousaram dar a cara a tapa, e criticar (ferozmente ou não) à 'Gestão Eurico Presidente' , que apequenou o Vasco, nos últimos 8 anos (e falarei disso, em uma outra Coluna, talvez a próxima, e ainda durante esse período de Carnaval), e ao invés disso, muitos preferiam o 'fácil caminho' do 'enxugar gelo', o que realmente é bem mais fácil;

E pior do que isso ainda, é quando você decide ler algo, que tenha uma conotação crítica, porém, não se enxerga em nada do que você lê, sugestão ou dicas de 'novos caminhos' algum, o que nos leva a crer que alguns são 'Comentaristas de Opiniões Alheias' , ou então e até mesmo, textos que simplesmente saem do NADA e vão a LUGAR NENHUM!

O famoso 'falar por falar' , e isso, podem ter certeza, jamais será lido nos textos que escrevo...e se dependesse de muitos 'arautos de Vascainidade' que tem por aí, o Eurico estaria até hoje, no Poder...

Bem, após esse registro, e já adentrando os motivos dessa Coluna, de forma 'rápida', gostaria de construir um CRONOGRAMA de fatos, para já darmos 'desfecho' a esse 'Caso Jéferson' , aguardando e na espera do STJD...

Já até tinha feito isso, na última Coluna, mas de forma incompleta e sem fazer uma detida análise dos fatos que impediram-nos de estar nesse Sábado, comemorando o nosso acesso a uma Final, o que não acontece desde 2004, mas ao que parece, é só uma questão de tempo;

E antes até de falar sobre esse tema, ao que parece novos (e excelentes) ventos, estão a caminho de São Januário, a começar pela verba que está sendo repassada pela CBF ao Vasco (R$ 3 Milhões), também pela ajuda que virá do Dr. Olavo e da Associação Amigos do Vasco (AAV), culminando por algo que, só não ocorrerá em Março-2009, se o 'triunvirato' que comanda o Vasco, não quiser, trata-se do reforço dos cofres do Clube, em montantes que serão no MÍNIMO de R$ 2 Milhões e que poderão chegar até R$ 8 ou 10 Milhões, que adentrarão os cofres do Clube, de forma quase que automática, e que servirá para por 'a casa em dia e em ordem', e no momento, perdoem-me, mas não posso dar mais detalhes, mas o 'triunvirato' já sabe do que se trata, e isso, é que é o MAIS importante;

Voltando à Coluna, e o motivo de estar aqui e agora, vamos aos fatos:

- 19/12/2008: Jéferson, é contratado pelo Vasco;

- 14/01/2009: O Contrato de Jéferson, é protocolado na FERJ, e já aparece no BIRA, cuja data de 'geração' ao final, era a de 19/01/2009, que foi quando a CBF, inscreveu o jogador no BID, conforme veremos abaixo;

- 19/01/2009: O Contrato de Jéferson, é regularizado junto à CBF, e o nome do jogador, aparece no BID;

- 23/01/2009: A Justiça do Trabalho do DF, suspende contrato de trabalho, de Jéferson, e cabe aqui uma ressalva, que o jogador saiu do Brasiliense em 2005, e ficou desde essa época, até o fim de 2008, sob contrato com o Santo André/SP, sem nenhuma notícia anterior de que o contrato dele, havia tido qualquer tipo de solicitação de interrupção por ordem judicial, e ainda mais, o vínculo do mesmo com o Brasiliense, expirou em 31/12/2008, logo, como a Justiça poderia pedir a 'revinculação' via Liminar, de algo que já havia expirado;

- 23/01/2009: Na mesma data da decisão da Justiça do Trabalho, e de forma indevida, a FERJ retira por ter recebido um 'mero Fax' (não tem poder oficial de Citação e/ou de Comunicação Judicial alguma), o nome do Jéferson do BIRA, sem fazer qualquer comunicação oficial em seu Site ou ao Vasco, de tal procedimento;

- 23/01/2009: Nessa mesma data, que a FERJ recebe o 'poderoso FAX', a CBF também recebe o mesmo documento, e ignora-o solenemente, mantendo de forma 'intacta' e sem 'anotações' o registro de Jéferson, junto ao BID;

- 24/01/2009 : O Vasco obtém Liminar na Justiça do Trabalho (e tinha que ser lá mesmo) de reestabelecimento do vínculo trabalhista do atleta com o Clube, e o escala de forma desnecessária (face ao fato de ser a primeira rodada, o jogador não ser nenhum Pelé, e a dúvida se essa postura poderia trazer qualquer prejuízo futuro ao Clube) o Jéferson, sem tomar providência alguma de questionamento à FERJ, dos motivos pelos quais, a mesma havia tomado essa equivocada postura;

- 24/01/2009: De forma equivocada, o Vasco 'confia' no método de envio de Fax para reestabelecimento do vínculo (que era até desnecessário, pelo já exposto antes), na pessoa do Delegado do Jogo, que recebera a Liminar, e na palavra (?) do Presidente (?) da FERJ, de que estava 'tudo certo';

- 24/01/2009: O Vasco joga com o Americano, e é derrotado por 2x0, em pleno Estádio de São Januário;


- 26/01/2009: Eurico visita à FERJ (?) - Obs.: Atendendo a pedidos, ignorem essa parte! Hehehehe

- 28/01/2009 : Uma Determinação Judicial, garante o direito de Jéferson atuar, até o julgamento de um Mandado de Segurança;

- 28/01/2009: Somente nessa data, a FERJ 'restaura' a condição de jogo de Jéferson, e põe a seguinte observação no BIRA: 'CONTRATO REATIVADO POR DECISÃO JUDICIAL';


- 06/02/2009: Exatos 13 dias depois do Jogo, é que o digníssimo Promotor, 'denuncia' o Vasco, com base em 'informações da Imprensa', e o faz de forma equivocada, embora o mesmo reconheça, ser difícil que o Vasco viesse a ser punido, já que era uma 'mera formalidade' tal denúncia;


- 12/02/2009: Em um julgamento na 'Comissão Disciplinar' do TJD, em uma defesa que anexo abaixo (na verdade, ao fim da Coluna, em um 'PS2'), para que todos julguem se foi bem ou mal feita, baseado nos fatos que expus acima, o Vasco perde 6 pontos, relativo ao 'Caso Jéferson' ;

- 17/02/2009: Em um outro Julgamento no Pleno do STJD, com uma estranha alteração de um de seus membros (acho que o Procurador), ratifica decisão preliminar, já que não era admitida a anexação de informações e provas adicionais, àquelas, que haviam sido anexadas no primeiro julgamento;

- 17/02/2009: O Relator (ao que parece, é o tal que entrou no caso, como Relator, em cima da hora e de forma nebulosíssima), que segundo é dito por aí, é pessoa ligada ao Presidente da Federação, e ao Clube que o mesmo já presidiu, lá pelas tantas, INVENTA uma tese de que o Vasco, foi à Justiça Comum, antes de esgotar as instâncias da Justiça Desportiva (no que leva um 'pito' de um dos criadores do CBJD, que mais tarde eu informo), e insinua (se esquecendo que levantar falsa/improcedente denúncia, é igualmente cabível de punição, pelo mesmo CBJD) que o Vasco pode ser eliminado da Competição e pagar pesada multa, e tem o pedido 'aprovado' por vantagem apertada (4x3), para a apuração de tal denúncia;

- 19/02/2009: A Procuradoria do TJD, 'oferece denúncia' contra o Vasco, baseado no Art. 231 do CBJD;

- 19/02/2009: O MP (Fiscal da Lei) do Trabalho/DF, 'ordena' a devolução dos pontos ao Vasco, pelo TJD, face ao fato de que com as decisões posteriores da Justiça do Trabalho, ficou comprovado de que no 'vai-e-vém' da Justiça, o Contrato do Jéferson, em momento algum, teve alguma significativa alteração, com lapso temporal suficiente, para que nenhuma medida impeditiva, fosse tomada por Instituição alguma (no caso, a FERJ), o TJD 'de pronto' rechaça tal pedido, encaminhando o pleito ao STJD;

- 19/02/2009: De forma precipitada e sem o conhecimento do caso, o Presidente do STJD e o seu Procurador Geral, emitem opiniões de forma pouco responsável, principalmente, por ser de 'ouvir falar' e sem os 'autos' nas mãos, proferindo, diversas ameaças e palavras coercitivas, ao Vasco;

- 19/02/2009: O Vasco tem negado os seus pedidos de Efeito Suspensivo, dos Jogos da Semi Final da Taça GB-09, e um dos argumentos, é de que o Vasco não seria prejudicado, porque qualquer coisa, era só remarcar as Semi Finais de novo, só se esquecendo o ilustre Presidente do STJD, que a realização 'indevida' de tais jogos, trariam prejuízos comerciais e possibilidade de Torcedores, ingressarem na Justiça, baseando-se no Estatuto do Torcedor, afim de reaverem os prejuízos de irem a alguns jogos, em vão...

- 20/02/2009: Percebendo a 'mancada', o TJD recua, e transforma a 'denúncia' em 'inquérito de apuração';

- 20/02/2009: O Vasco, para não ser enquadrado no que prevê a parte final do Art. 231, do CBJD, decide por não fazer uso, da decisão do MPT/DF, que lhe conferia o direito de disputar as Semi Finais da Taça GB-09, e esperar a decisão do STJD, em data ainda a ser marcada, e que poderá decidir pela realização novamente dos confrontos das partidas das Semi Finais, com a inclusão do Vasco e a exclusão do Resende, com a respectiva alteração dos adversários, baseado nos critérios técnicos estipulados pelo Regulamento da Competição;

Bem, após essa descrição de forma detalhada e cronológica dos fatos, e se a decisão do STJD for baseada no aspecto TÉCNICO e na JUSTIÇA, e desde que, dessa vez, Vasco através do seu Departamento Jurídico apresente as corretas argumentações, não há dúvida de que as Semi Finais, serão jogadas novamente, e dessa vez, com o nosso amado Vasco, para desespero de muitos 'Vascaínos', em campo...

E pelo descrito acima, nem dá para pensar em uma decisão contrária, concordam?

Gostaria aqui, de registrar algumas opiniões de pessoas ligadas ao mundo do Futebol, e à Justiça Desportiva, mas como considero que os Vascaínos são bem informados, até abster-me-ei de fazer, mas só registrando que Valed Perry, Luiz Zveiter, Henrique Maues e Marcílio Krieger tem um pensamento e raciocínio semelhantes aos meus, que fiz questão de descrevê-los aqui, nessas 2 últimas Colunas, e é justamente o que esses dois últimos falaram, que eu gostaria de registrar novamente, nesse momento, com o espírito de RATIFICAÇÃO de algumas coisas:

Fala, Dr. Marcílio (Krieger, Jurista e um dos elaboradores do CBJD - Código Brasileiro de Justiça Desportiva):

- No procedimento padrão, o Vasco tem chance de sucesso no STJD?

R.: Sim, porque abrirá a brecha para uma interpretação diferente por partes dos juizes. O Vasco terá que ser muito bem conduzido na argumentação. Há um artigo que diz que a inscrição legal, que por conta de uma decisão judicial, perde o valor, deve ser automaticamente revalidada assim que essa decisão é derrubada.

- A possibilidade de o Vasco ser expulso do Carioca existe?

R.: O juiz que sugeriu isso não conhece a legislação desportiva. O artigo 231 diz respeito à materia desportiva, não a trabalhista. O vinculo de um jogador com um clube é assunto da Justiça Comum e por isso o Vasco agiu corretamente. Quem falou isso foi torcedor, não julgador.

Fonte:

http://www.supervasco.com/noticias/marcilio-krieger-e-leven-siano-vasco-tem-poucas-chances-no-caso-jeferson-41002.html

E agora, vamos a opinião do Dr. Henrique (Maues, o único Auditor que deu voto favorável ao Vasco, no julgamento do Pleno do TJD/RJ)

- Se o Vasco tivesse no 1º julgamento apresentado provas que o nome do Jeferson estava no BIRA até o dia 23 de janeiro, que a Federação só retirou o nome atraves de um fax e não de um documento oficial e que, além disso, não informou o Vasco de forma oficial que o Jogador passou da situação legal para pendencias trabalhistas eu posso de Garantir com 100% de certeza que o Vasco não perderia os 6 pontos.

Fonte:

http://www.supervasco.com/noticias/confira-entrevista-com-o-advogado-que-deu-voto-favoravel-ao-vasco-40982.html

Acho que essas opiniões acima, dizem muita coisa, e calam a alguns que andaram falando o que não devem (e não sabem) por aí, e que não tiveram a sabedoria, a inteligência e a competência, de escrever uma só linha sobre esse tema...

Quanto ao mais, só registrando que prossigo aguardando, que as perguntas que sugeri que sejam feitas à FERJ, realmente sejam, e que sejam dadas através de uma espécie de Certidão ou Nota Oficial da referida Entidade, e não tenho dúvidas, de que as mesmas, poderão ensejar uma exemplar e milonária Ação contra a FERJ, até mesmo, para que aprendam a fazer o CERTO, e sem perseguição a Clube algum. Vamos relembrar as perguntas?

...

A meu conceito, deveria se requerer da FERJ (e a CBF, já de uma forma prévia), uma Certidão/Nota Oficial sobre como os fatos ocorreram, e principamente:

- Quem recebeu o FAX?

- A que horas?-

- Quem considerou que o presente documento, era utilíssimo, em termos jurídicos, e suficiente para promover uma alteração no BIRA;

- Quem autorizou a retirada do mesmo do BIRA (ou a inclusão de quaisquer observações)?

- A que horas isso foi feito?

- Se fizeram a consulta a CBF, para decidir como a mesma havia procedido, ante ao envio/recebimento do referido FAX;

- Se repassaram a CBF, o procedimento que estavam adotando, sugerindo que igualmente, o atleta passasse a estar no BID, como irregular ou com restrição;

- Fizeram alguma comunicação oficial ao Vasco, de o atleta estaria a partir de então, irregular ou 'pendente de regularização' de alguma natureza?

- Desde quando (e baseado em que), um FAX é considerada uma espécie de CITAÇÃO (ou COMUNICAÇÃO) JUDICIAL, como OFICIAL?


Fonte:

http://www.supervasco.com/colunas/caso-jeferson-armacao-ilimitada-1409.html



E não tenho dúvidas, de que a FERJ tem muito a explicar, e se não explicar, TROLHA neles!

E ainda cabe mais, e dessa vez, ao Sr. Relator, do Tribunal do Pleno do TJD, do último Julgamento, e com base no Art. 221 do CBJD, uma severa punição, por expor dessa forma, e ao ridículo, a imagem do nosso amado C. R. Vasco da Gama;

E isso, se o Clube não quiser fazer, até nós torcedores, amparados pelos Art. 34 a 36, do Estatuto do Torcedor (em especial, a parte que trata do 'Princípio da IMPESSOALIDADE), podemos fazer, para que nunca mais, antipatias pessoais (para ser bem leve na insinuação) não tenham mais voz, de quem deveria estar a serviço da Justiça e da Legalidade;

E quanto a esse fato, retorno com o pensamento do Dr. Marcílio, o qual, já fiz referência acima (destaque para a parte em negrito/itálico da resposta):

- Como você avalia o desempenho da defesa do Vasco no caso?

R.: O Vasco não soube argumentar. Misturaram questões diferentes no mesmo caso. Ao questionar a decisão da Federação de retirar o nome de Jéferson do Bira através de um fax, o Vasco perdeu a chance de entrar com um processo contra a mesma. Isso foi muito prejudicial.

Quanto ao processo 'pessoal' junto ao STJD, recebemos o pedido, para que aguardássemos um pouco mais, antes de qualquer ação, mais contundente, porque há outros 'planos' e 'estratégias' em andamento;

No mais, e já dando desfecho a mais essa Coluna (para os desinformados, oportunistas e/ou mal intencionados, repito, é a 86ª Coluna que eu publico aqui no SUPERVASCO), gostaria de dizer, em especial após o Jogo de hoje da Semi Final (um simples amistoso, a meu conceito, e tomando por base de que a JUSTIÇA e a VERDADE tem que prevalecer), em que o nosso maior rival foi derrotado pelo Resende por 3x1 (e não foi por mais, porque o tal de Meneguel, é muito fraco, por mais paradoxal que pareça, já que o mesmo fez 2 gols hoje, e é artilheiro do Campeonato com 8 gols), e com isso, estou com uma dúvida:

Será que algumas empresas, além de tratar da saúde física de alguns, tratam da saúde financeira, de outros?

Pois é...

A continuar assim, espera-se uma final do Resende com as 'tricoletes' ...

Te cuida, Botafogo...

Enquanto isso, sigamos NA ESPERA DO STJD...



Saudações Vascaínas!

Márcio Santos

(marciorj2006@yahoo.com.br)



PS_1.: Quem desejar os Link's de acesso às fontes, das Notícias e/ou informações que postei, basta solicitar por Mail, mas aqui, seguem algumas:

BID:

http://200.159.15.35/registro/registro.aspx?s=160843

BIRA:

http://www.fferj.com.br/BIRANOVO/index.asp?=33&Submit2=Mostrar

RGC/FERJ:

http://www.fferj.com.br/Doc%20Oficiais/Legislacaonormas/Regulamento_Geral_das%20_Competicoes2009.pdf

ESTATUTO DO TORCEDOR:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2003/L10.671.htm

CBJD:

http://www.direitodesportivo.kit.net/cbjd.htm



PS_2.: Conforme prometido, eis a íntegra do Julgamento do Vasco, na 1ª Instância do TJD/RJ, segundo transcrição que eu recebi, via Mail, e com origem/fonte, do Site JUSTIÇA DESPORTVIVA (www.justiçadesportiva.com.br), e sinceramente, gostaria de ouvir do Dr. Luiz Américo, os porques ele não se utilizou nesse defesa inicial, dos principais MOTIVOS e ÁLIBIS, que até de uma forma FÁCIL, livrariam o Vasco, de todo esse sufoco, e sinceramente, acho que o Departamento Jurídico de um Clube como o Vasco, tem que ter pelo menos uns 10 componentes (todos NÃO REMUNERADOS), e que em uma espécie de COLEGIADO, façam todas as verificações e observações possíveis, para que o Clube possa sair vencedor, senão de todas, mas da maioria das demandas que tiver pela frente, seja lá, em quaisque áreas, que as mesmas sejam necessárias, e mais, é para ONTEM, a designação de quem será o novo VP Jurídico do Vasco (segundo a Imprensa, o Dr. Luiz Américo, renunciou a mesma, sendo a partir de então, um contratado profissionalmente pelo Clube, e a partir de então, deve a meu conceito, ser regularmente avaliado pela alta cúpula do Clube, quanto a que permaneça ou pare de prestar os seus préstimos ao Clube, e repito o que disse, em alguns casos, Juristas como Valed Perry e Marcos Motta, tem sim, que ser ouvidos e contratados, para o bem do Vasco), porque não é de bom tom, que tal relevante cargo, esteja 'em branco' :

17:11

Começou!

17:13

Relator explica possível irregularidade

O relator alega que não há expediente no sábado e que o atleta ficou de 23 a 26 de janeiro sem condições legais para participar da partida, e que o nome de Jéferson não estava no Bira.

Foi iniciado o julgamento de Jéferson. O relator Dr. Pedro Berwanger lê o caso.

17:14

É a vez da defesa

O relator acaba de ler o processo. É a vez da defesa do jogador se pronunciar.

17:17

Testemunha de defesa também presente

A testemunha de defesa Marcelo Abrandes foi chamado. Ele foi o delegado do jogo da partida entre Vasco e Americano.

Ele disse que tomou conhecimento da liminar e a juntou com a súmula do jogo para encaminhar à Federação.

17:20

Negativo!
A acusação pergunta se é a testemunha quem faz a inscrição dos atletas no Bira. A testemunha responde que não.

17:22

Explicações

A testemunha diz que não compete ao delegado do jogo saber se um jogador está regularizado ou não para jogar. Isso é função do departamento jurídico da Federação.

A testemunha também diz que o delegado da partida não tem o poder de impedir a escalação de qualquer atleta.

17:26

Nova prova

A defesa apresenta agora uma prova de áudio com uma entrevista do presidente da Federação do Rio, Rubens Lopes, que disse na véspera do jogo que se o Vasco conseguisse mudar a decisão da justiça o atleta voltaria a ter condições de jogo.

17:33

É a vez da procuradoria

O procurador Dr. José Flores afirma que o delegado da partida não tem o poder de regularizar ninguém:

- A condição do jogo só foi restabelecida no dia 28 de janeiro. Ele não tinha condição de jogo. Ele não estava no Bira. Tem que respeitar o regulamento. Caso contrário rasga o Bira. O juiz do trabalho reestabeleceu o vínculo do trabalho entre o atleta e o clube. Mas ele não pode de maneira alguma reestabelecer a condição de jogo de um atleta. Isso é função da Federação. A condição de jogo só seria estabelecida com a publicação do nome do atleta no Bira - disse o procurador José Flores.

17:37

É a vez do advogado do Fluminense

A procuradoria encerra sua fundamentação ainda afirmando que o presidente da federação também não regulariza ninguém, e que o Bira é atualizado somente de segunda à sexta.

É a vez do advogado do Fluminense, também interessado no caso, Mário Bittencourt

17:41

Mais argumentos
A defesa do Vasco ficou calada a maior parte do julgamento, enquando a defesa do Fluminense argumenta sobre o caso comparando ao atacante Fred, que pode ser contratado pelo Tricolor:

- Seria o mesmo que colocar o jogador para atuar no fim de semana quando contratado - disse.

17:44

Luiz Américo toma a voz

A defesa do Vasco começa a argumentar. O advogado alega que o clube ganhou o direito de escalar o jogador com a liminar na justiça. justiça.

17:47

Exceção

O advogado do Vasco alega que a escalação do jogador não surgiu qualquer efeito já que o Vasco perdeu o jogo para o Americano, por 2 a 0.

- Essa é a exceção da regra - disse.

17:50

É a Federação!

O advogado prossegue com a defesa e afirma que quem pode dar condição de jogo a qualquer atleta é a Federação.

17:52

Brasiliense

O advogado argumenta que o não depósito de 30 meses de fundo de garantia do jogador Jéferson o fez conseguir a liminar para atuar.

17:54

Americano não estaria interessado

A defesa do Vasco alega que o Americano não contestou a escalação do jogador. E seria o maior interessado, já que ainda não garantiu sua classificação para as semifinais da Taça Guanabara.


17:56

E a torcida?A defesa alega que nenhum torcedor leigo vai entender uma decisão do tribunal de tirar pontos do Vasco.

17:59

Recursos apenas na próxima semana

O recurso, de ambas as partes, será na segunda-feira. E na terça haverá uma reunião para julgá-lo. 18:00

Vai começar a votação!

O destino do Vasco na Taça Guanabara será definido a partir de agora.

18:02

Com a palavra, o relator

O relator Pedro Berwanger afirma, antes de votar, que nenhuma das defesas o influenciou. Ele lê o Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

18:12

A favor

O relator Pedro Berwanger vota a favor do Vasco. Faltam quatro votos.

18:15

Segundo voto em andamento

O auditor Marcelo Jucá inicia a fundamentação do seu voto.

18:27
.
1 a 1

Marcelo Jucá vota contra o Vasco

18:30

R$ 5 mil

Além da perda de seis pontos, Marcelo Jucá também votou a favor de uma pena de R$ 5 mil.

18:32

Próximo

O auditor Edílson Gonçalves é o próximo a votar. O placar segue 1 a 1.


18:35

Contra

Conciso, Edilson vota contra o Vasco: 2 a 1. Falta apenas um voto.

18:37

VASCO PUNIDO

Carlos Muniz vota em punição e encerra o caso: o Vasco está punido com a perda de seis pontos e mais R$ 5 mil de multa.

18:38

O presidente também vota contra o Vasco

Por último, o presidente Dr. Jaime Santoro também acompanha os auditores e vota contra o Vasco: 4 a 1 e fim do julgamento.

18:39

VASCO IRÁ RECORRER!

Vale lembrar que o Vasco irá recorrer da decisão. O julgamento será na próxima terça-feira.

FONTE: Justiça Desportiva

O Vasco na alça de mira

Pareceu um prêmio de con- solação. Como o Vasco não pôde enfrentar o Flamengo na Taça Guanabara deram-lhe o Flamengo do Piauí de presente. É possível que quando o Vasco estiver nas finais da Copa do Brasil descubram que ele escalou um jogador em situação irregular em Teresina.

Dentro de campo o Vasco vai cumprindo seu papel, mas no tapetão tem apanhado mais do que Judas no sábado de Aleluia. Foi derrotado pela equipe do TJD por 4 a 1, na revanche perdeu por 7 a 1 e periga levar uma goleada se for enfrentar o Superior do Tribunal. Tudo porque escalou o cracaço Jeferson para perder do Americano por 2 a 0 na primeira rodada da Taça Guanabara. O resultado do julgamento, no entanto , só saiu na sexta rodada. A gente sabe que a Justiça brasileira é mais lenta do que o Rubinho nas pistas. Esperava-se, porém, que a Justiça Esportiva com menos trabalho e mais preparo físico não é Esportiva? do que a outra andasse um pouquinho mais rápida. Como diria Stanislaw Ponte Preta "tem peixe por baixo desse angu".

Na verdade o Vasco perdeu nove pontos naquele jogo da primeira rodada: três para o Americano e seis para o TJD. Não sei porque seis, mas dizem que na Justiça os pontos contam em dobro. Surpreende como é que foram buscar o Jeferson, um jogador que se afastou do Brasiliense em 2005 porque o clube não lhe pagou o fundo de garantia e foi contratado pelo Vasco ao Santo André. Se ele estava irregular no Vasco, já estaria irregular no Santo Andre. Por que o TJD não julgou essa irregularidade quando Jeferson vestia a camisa do time paulista? Deixe que eu respondo: porque o Santo André não tem um ex-presidente chamado Eurico Miranda.

Não duvido nada que este cidadão tenha esperado o Vasco escalar o time que enfrentaria o Americano para pesquisar alguma irregularidade entre os jogadores.
- Achei! Achei uma irregularidade! exultou ele diante de seu grupo. Esse cara aqui, o Jeferson não teve sua situação regularizada. Vamos denunciar a Federação!
- Se o Vasco acertar a situação dele até domingo não tem problema ­respondeu o presidente da Federação, que deve inúmeros favores ao ex-presidente do Vasco.
- Que dia é hoje? indagou Eurico. Sexta? A Federação abre aos sábados?
- De vez em quando...
- Mas nesse sábado vocês não vão trabalhar. Quando o representante do Vasco chegar vai dar com a cara na porta.

O resto você sabe, o Vasco perdeu na primeira instância e levou uma surra do TJD na segunda. Quase ao final do julgamento o ex-presidente foi aos juízes.
- Ganhar de 7 a 1 não basta, meritíssimos. Os senhores têm que pegar pesado para o Vasco aprender a inscrever os jogadores em tempo.

Os juízes cochicharam entre eles e voltaram a Eurico:
- Bem, nós podemos ameaçar de excluí-lo do Campeonato.
- Ótimo! Mas eu iria mais longe: proibiria o Vasco de jogar futebol! São Januário daria um ótimo shopping center! E quanto à massa torcedora? Ficaria órfã?
- De jeito nenhum. O Vasco não é um clube de regatas? Então! Eles iriam para a Lagoa torcer pelos nossos remadores.

Fonte: JB - Carlos Eduardo Novaes

domingo, 22 de fevereiro de 2009

É só lambança

...Muito pouco para um time que entrou no campeonato como franco-favorito e, no primeiro turno, não conseguiu jogar bem uma vez sequer, acabando vencido (3 a 1) e eliminado por um adversário infinitamente inferior — que só entrou nas semifinais graças a uma manobra lamentável contra o Vasco, nos tribunais.

O mesmo TJD que julgou o Vasco, com extrema severidade, no caso Jéferson; concedeu, magnanimamente, um efeito suspensivo para que o zagueiro Edcarlos, do Fluminense, suspenso, pelo próprio tribunal, por três jogos, atuasse na semifinal e, eventualmente, até na final da Taça GB...

Fonte: Coluna de Renato Maurício Prado - O Globo

Vasco versus complô

Por SuperVasco

IMBRÓGLIO JURÍDICO

Juro que não se trata de chororô de vascaíno, mas essa turma dos tribunais esportivos, que se apropriou de seis pontos conquistados em campo pelo Vasco, não me inspira a menor confiança. Quem são eles – um bando de desconhecidos – para não levar em conta a opinião da maior autoridade brasileira em Direito Desportivo, Valed Perry? Basta dar uma olhada na opinião de cronistas esportivos, que nem vascaínos são, para perceber que, debaixo desse angu, tem caroço. Tudo isso tem um ar muito mais de política – baixa política, é bom que se diga – do que de uma decisão de caráter jurídico. Não tenho a menor dúvida de que a palavra “complô” se encaixa muito bem na decisão dos dois tribunais espor tivos.

Limito-me à opinião do mestre Valed Perry, que também não torce pelo Vasco (se não me engano, é torcedor do América), além de ser autor das nossas melhores obras de Direito Desportivo, porque a distância entre ele e os advogados que condenaram o Vasco é, no mínimo, de muitos anos-luz. Aliás, se quiserem demonstrar o seu conhecimento da matéria está à disposição deles o Prêmio Valed Perry, destinado ao melhor estudo do Direito Desportivo Nacional.

Prevaleceu a tese de que a burocracia é mais importante do que uma decisão jurídica. Não se discutiu o mérito da questão, mas, sim, se o Vasco comunicou a tempo à Federação de Futebol do Rio de Janeiro que já havia conquistado na Justiça o direito de escalar o jogador Jéferson, no jogo contra o Americano. Ou seja: não se levou em conta a conquista do direito, como assinalou o próprio Valed Perry, para quem não seria necessário nem mesmo fazer a comunicação. Esses advogados precisam aprender a respeitar o Vasco, o futebol brasileiro e a própria função que lhes é atribuída.

Aliás, aproveito a oportunidade para pedir desculpas aos advogados do clube por ter escrito, domingo passado, que uma derrota nos tribunais esportivos seria uma demonstração de incompetência. Não tinha percebido que havia um complô.

DOIS TOQUES

Psicologia

Uma sugestão para Vasco e Cruzeiro: que tal contratar um(a) psicólogo(a) para cuidar especialmente de Carlos Alberto e Kléber? São dois jogadores que tratam muito bem a bola, mas que revelam um afeto ainda maior aos cartões amarelo e vermelho. O que é isso? O profissional nem precisará irmuito longe para conhecer Kléber. Bastarão os 15 minutos em que esteve em campo, no jogo contra o Estudiantes, para ver que se trata ao mesmo tempo de um magnífico artilheiro e de um inimigo da disciplina.

Obina

Uma enquete do LANCE! – “Quem você, rubro-negro, prefere no ataque do Flamengo, Obina ou Josiel?” – acusou uma preferência esmagadora para Josiel.

Se fosse torcedor do Flamengo, votaria em Obina, embora reconheça que, neste momento, quem anda fazendo gols é Josiel. E mais: se o leitor desconfiar de que se trata de um vascaíno querendo derrubar o Flamengo, saiba que gostaria de ter Obina no meu time.

Haja groselha

Por Bob Colina

Alô, Turma da Fuzarca!

Haja groselha. Apenas um porre será capaz de me fazer esquecer a goleada no tapetão, o pá! Nossa classificação para a semifinal da Taça Rio foi conquistada dentro de campo. Mas a coligação FLORminense, Resende e Brasiliense prevaleceu. No TJD fomos derrotados, mas no gramados o Fluzinho foi incapaz de nos derrotar, assim como o favoritíssimo Resende. O Brasiliense terá de aguardar um pouco mais antes do dia de ser goleado na abertura da Série B. Se o FLORminense tiver a capacidade de chegar à final, nos encontrará com sede de vingança na decisão do título Carioca. O título da Taça Rio nunca esteve tão próximo da Colina, o pá!

Saudações bacalhescas.

Que coisa...

Essa história toda de julgamentos já teve mais reviravoltas que novela. Perdemos duas vezes no TJD, depois o Ministério Público do Trabalho entra no meio e nos dá ganho de causa, A FFERJ ignora e segue com a tabela inventada das semifinais, com o Resende herdando a vaga do melhor time do Grupo A.

De uma coisa todo mundo sabe: novela com enredo confuso não emplaca. O público perde o interesse pela trama e para de acompanhar.

A essa altura do campeonato, abandonar essa trama enrolada era o que a diretoria do Vasco devia fazer (e pelo que diz a coluna do Anselmo Gois, é isso mesmo o que acontecerá). Não porque o time não tenha direito - legal e moral, já que foi o melhor do grupo na bola - de estar nas semifinais. É porque está se fazendo muito barulho por coisa pouca.

Quando começam a aparecer toda hora notícias sobre um clube com os termos “risco de punição“, “ameaça“, “exclusão“, “levar à FIFA” e outros do gênero, é melhor se pensar muito bem que rumo tomar. Já está evidente que o Caso Jéferson saiu da esfera do que é justo e correto e foi para uma questão de orgulho: a atitude de muitas das autoridades envolvidas no caso é a de “manda quem pode, obedece quem tem juízo“. E como não estamos mandando nada na Federação e no TJD, o mais prudente é deixar essa semifinal pra lá. A Taça Rio também tem semifinal e temos plenas condições de chegar a ela.

Quando o próprio ex-presidente do STJD diz que, apesar do TJD ter que acatar a decisão do TRT-DF, o mais prudente é esperar o desenrolar do processo, fica claro que nada é muito garantido. E como a disposição em punir o Vasco parece ser total, basta o clube dar mais um mole para perder coisas muito mais valiosas que uma semifinal de turno no Estadual.

Eu não acho que valha a pena. E vocês?

***

Jogar a Taça Rio, chegar às semifinais, vencer e acabar com o sonho da final anunciada. Tem resposta melhor que essa? No futebol, ganhar na bola é muito mais eloquente que ganhar com palavras em uma corte.

***

“Eu não posso me manifestar sobre essa decisão, não posso expressar nenhum tipo de valor sobre essa decisão, tendo em vista que não conheço os autos. O Vasco não tomou nenhum tipo de participação nesse sentido de ingressar com nenhum tipo de ação. Isso foi uma ação exclusiva do Ministério Público, do qual o Vasco não participou. Eu estava aqui o dia todo no TJD e no STJD cuidando dos efeitos suspensivos. Fui pego de surpresa junto com os demais. Através da imprensa eu fiquei sabendo. Eu não posso dar nenhum juízo de valor sobre essa notícia, tendo em vista que não tenho conhecimento e não participei da elaboração disso” - Luiz Américo, sobre a decisão do Ministério Público do Trabalho em anular a punição imposta ao clube.

É incrível como mesmo não tendo feito nada de errado, o advogado do Vasco sempre parece mais perdido que cego em tiroteio…

(Update: como parece que ninguém entendeu o comentário, explico. O “cego em tiroteio” não é pelo fato do Luiz Américo ter negado participação na decisão do MP (tanto que iniciei com a frase “É incrível como mesmo não tendo feito nada de errado“). Se ele não tivesse feito isso é que teria mandado mal, já que poderiam alegar que foi o Vasco quem procurou a justiça comum e aí sim o risco de uma punição grave seria bem maior.

Achei nosso advogado perdido por causa da sua confusa resposta. Ele repetiu umas 5 vezes na mesma resposta a idéia de que não tem nada a ver com a história, apenas mudando as palavras empregadas. Achei sua resposta rendundante e meio insegura. Era essa a questão, não tendo nada a ver com sua capacidade profissional (ou a falta de).

Explicar tira toda a graça do comentário…:-@

***

Depois desse verdadeiro “samba do crioulo doido“, desejo um bom carnaval pra todos! Pintando alguma novidade - e havendo tempo para isso - darei uma atualizada no blog.

É carnaval...

Em meio ao turbilhão de notícias que saíram ontem e hoje sobre a situação do Vasco no Carioquinha, a melhor palavra para definir é: CARNAVAL! Como esse assunto já me deu no saco, preferi escrever algumas poucas linhas apenas para não passar em branco.
Já escrevi aqui o que acho sobre o assunto e ficar batendo na mesma tecla não é meu objetivo. Apenas volto a frisar que: O presidente da OAB disse. O do Tribunal de Justiça do Rio e ex-presidente do STJD confirmou. Agora foi a vez do Ministério Público se pronunciar a nosso favor. Está mais claro do que a água de Bora-Bora que o Vasco não cometeu nenhum erro. Só a Justiça Desportiva continua insistindo e nos ameaçando até de exclusão do Campeonato e até da FIFA. Como é dessa justiça que dependemos, começo a tirar meu cavalinho da chuva.

Que o caso vá até o STJD, mas nem mesmo a pessoa mais inocente acreditaria que o órgão mandaria anular as semifinais e jogar de novo. Se eles tivessem a intenção de fazer justiça o fariam, seja dando uma liminar que paralisasse a competição ou adiantando o julgamento para antes do Carnaval. Não o fizeram e certamente julgarão contra o Vasco. Mandar jogar de novo as semifinais iria contra muitos interesses pessoais e comerciais. Pra eles é muito mais fácil fazer a torcida vascaína de 'Bôbo da Corte'. Só tomem cuidado que a Taça Rio vem aí e as artimanhas armadas por vocês podem acabar em Cinzas.
Deixo aqui o link para a nota oficial publicada pelo presidente Roberto Dinamite a respeito do caso. O texto explica claramente que o Vasco não cometeu nenhuma irregularidade no caso, seja na escalação do atleta, seja na tal ida a Justiça Comum.
Encerro desejando a todos votos um Carnaval de muita alegria e diversão, sempre com muito juízo.