por Mauro Beting às 1:39h
Pimpão falou muito, mas fez. É um começo. Nilton também pode ser o início de um Vasco mais sólido no meio-campo. Ele tem bom passe e muita força física. Deve proteger uma zaga que dará quase os mesmos calos nos olhos e no coração que em 2008.
O Flu eu não vi. Creio que René também ainda não viu o time que pode fazer mais bonito em campo. Mas não com Roger como parceiro de Leandro Amaral.
MELHOR ESCREVE ANDRÉ ROCHA
http://blogs.abril.com.br/futebolearte
Os resultados foram bem distintos, mas, tanto na vitória cruzmaltina por 4 a 0 sobre o Tigres no estádio Los Larios, em Xerém, quanto no empate sem gols do Tricolor com o Madureira, no Maracanã, foi possível perceber que as equipes progrediram pouco.
As melhoras mais notáveis foram no aspecto físico e no ritmo de jogo. Os times de Dorival Jr. e René Simões mostraram mais fôlego e vigor. Obviamente, ainda não é o ideal. Mas já foi um começo.
No Vasco, Dorival Jr. trocou Léo Lima por Nilton, que marcou um gol de cabeça e deu mais poder de marcação e dinâmica à equipe, que repetiu o 4-3-2-1 da estreia, mas já demonstrou um melhor entrosamento entre os meias Alex Teixeira e Carlos Alberto e o atacante Rodrigo Pimpão, que andou falando bobagem, mas marcou seu primeiro gol pelo clube. Contra uma defesa frágil, as jogadas e os gols saíram naturalmente. Alex Teixeira ainda marcou mais um no primeiro tempo que foi mal anulado pela arbitragem. Depois da expulsão do volante Marquinhos, o Tigres se entregou e Faioli, que substituiu Alex Teixeira, marcou mais dois e fechou a goleada.
Mas a defesa continua inspirando cuidados. Paulo Sérgio deixa espaços às suas costas, Fernando é lento demais, Titi vacila nas jogadas aéreas e Amaral, atuando quase como um terceiro zagueiro, andou aprontando das suas, como na “pixotada” dentro da área vascaína que acabou nos pés do “imortal” Sorato, que pegou mal na bola e perdeu um gol inacreditável. Fosse contra um ataque mais eficiente e o Vasco sofreria mais uma vez com os erros de sua retaguarda.
René Simões manteve a escalação do Flu, mas tentou algumas variações, como a inversão de posicionamento de Luiz Alberto e Edcarlos na zaga, a movimentação dos meias Leandro Domingues e Conca e a postura um pouco mais cautelosa de Diguinho, que deu um suporte maior a Jaílton na contenção. Além disso, o apoio dos laterais Wellington Monteiro e Leandro passou a ser de forma alternada, sem expor tanto os zagueiros.
Porém, ainda falta poder de fogo ao Tricolor carioca. Leandro Amaral parece ainda fora de forma e Roger, definitivamente, não é o atacante que o Flu precisa como referência na área adversária. Contra um Madureira bastante fechado, o Flu só melhorou depois das entradas de Maicon e Tartá nas vagas de Roger e Diguinho (Marquinhos também entrou, substituindo o apagado Leandro Domingues, mas pouco acrescentou). Com mais velocidade e jogo vertical, o Fluminense cresceu na partida, mas não encontrou o gol salvador. No final, buscando o ataque de forma desordenada, o Flu quase foi surpreendido em contragolpes, mas Fernando Henrique garantiu sua equipe com ótima defesa em chute forte de Claudemir.
Não é momento de euforia em São Januário nem de desespero nas Laranjeiras. As equipes mostraram que podem progredir e que o trabalho deve continuar.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
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