As eleições do dia 21 marcam não apenas um confronto histórico, como nunca houve na historia do clube, mas também um vento de mudança e possibilidade definitiva de modernização e abertura na gestão do Vasco da Gama. Nunca, em todos os seus anos de existência, o Vasco teve oponentes internos e inimigos interiores tão ferrenhos. Nunca o clube foi tão vilipendiado, tão oprimido, tão devastado. As denúncias não aparecem: elas chovem, transbordam. O clima é ruim, as denúncias são necessárias para trazer à tona a sujeira da administração. Por outro lado, também fecham as portas para investidores e levam o Vasco às dificuldades financeiras que tem asfixiado suas contas.
O que fazer então? Como cuidar de um clube que, a despeito de tantas conquistas históricas amealhadas nos anos 80-90, deixou de crescer, de aumentar seu quadro de torcedores, graças à imposição de um gestor ególatra e ditador, que centrou todas as suas decisões e vontades pessoais (e, como dizem seus delatores, seus lucros também) em detrimento do clube?
A gestão catastrófica de Eurico Miranda, bem como a estrutura arcaica e ultrapassada de sua diretoria, se reflete na contratação de treinadores falidos, esquemas táticos caquéticos, escalações de paus-mandados de empresários, aluguel de torcidas organizadas, escalações estúpidas, derrotas inexplicáveis, ausência prolongada de títulos e declarações infelizes na imprensa. É contra isso – contra tudo isso! - que os verdadeiros vascaínos precisam se insurgir e votar, nesse 21 de junho histórico, pela moralização do clube, pelo saneamento das finanças, pela liberdade de expressão e pelo fim desses tempos lúgubres de abstinência de vitórias.
Tamanhas são a glória e a força desse valente Vasco da Gama que, mesmo sugado por opressores tão sagazes, manteve-se de pé. Outros em fase difícil amargaram o rebaixamento e a humilhação maior. O Vasco, não. Esse Forte, esse Gigante, esse grito de resistência que insiste em ecoar contra as pressões de seus algozes, prevalece e se sustenta. Temos visto, nas arquibancadas dos jogos do Vasco, uma geração mais apaixonada que nunca de vascaínos... gritando, vibrando, chorando, empurrando o time para a frente.
Enquanto o presidente empurra as taças para longe (estátua de jogador mais importante que pré-temporada, factóides de boas contratações) e o decrépito treinador empurra o time para trás (três zagueiros, dois volantes, Leandro Amaral fora da área, Edmundo cobrando aos 40 os pênaltis que já perdia aos 20 anos de idade), a torcida vascaína tem a oportunidade de gritar, nas urnas, como tem gritado nos gramados.
Esperamos que, a exemplo de seu nascimento em um glorioso 21(de agosto), o Vasco possa renascer nesse novo 21 (de junho) que se aproxima.
É a oportunidade de perpetuar a gloriosa máxima de que “o Vasco é o time da virada, o time do amor”!
RODÍZIO INEXPLICÁVEL
Cada vez mais incoerente e desastrado em suas ações, Lopes resolveu promover o Vinicius como titular de seu meio campo. A marca do treinador, neste seu retorno a São Januário, tem sido essa: promover, a cada três dias, um novo “salvador da pátria”. O que não se explica é sua inabalável insistência em manter três zagueiros em campo, mesmo ficando claro para qualquer leigo no esporte que, ao forçar a escalação dos três, ele elimina as possibilidades de outros jogadores melhores estarem em campo. Fora a tragédia que é ver Leandro Amaral e Edmundo fora da área, longe do gol, enquanto seus zagueirões saem embriagados tropeçando na bola para armar as jogadas ofensivas.
Agora Lopes está redescobrindo Beto. E barrou Morais. E firmou Mádson na lateral. E o que mais? Não se sabe: ele está totalmente perdido, não sabe quem escala, não sabe onde põe para jogar. A impressão que se tem é que, ao receber a ligação do empresário de cada jogador, ele o escala naquela semana. Não sei quem ganha com isso. Quem perde, é claro, é o Vasco.
VERGONHA NACIONAL
Eu falava, como sempre falo, que estamos no fim do mundo com tanta sujeira em nosso país. E aí me vem essa notícia absurda do Exército levando três jovens às mãos do tráfico para serem executados por bandidos de uma favela rival no Rio de Janeiro. Meu Deus... o que é isso? Já estão dizendo os apressados: “é por isso que o Exército não pode agir nas ruas”. Como se a polícia – a quem esses apressados consideram mais efetivos que o Exército – não tivesse, em sua banda podre, as mesmas linhas de troca com o tráfico demonstradas por esses bandidos fardados que fizeram esse absurdo.
Não adianta, não tem para onde correr. A culpa não é do Exército, nem da Polícia, nem do Crivela. Dessa vez, nem do Lula. A culpa – admitamos – é do nosso povo brasileiro, que está se entregando à corrupção e à sujeira em todas as camadas sociais.
Pobres, ricos, negros, brancos, suburbanos, zona sul, civis, militares... não tem pra onde ir neste país sem encontrar corrupção e falta de ética. Do camelô ao empresário, do político ao eleitor, do esfarrapado ao que veste Armani: TODOS estão muito preocupados tão somente com o lucro e o benefício.
Se for ilícito, melhor ainda.
“Viva o jeitinho brasileiro”!
FORA DUNGA, UAI!
Parabéns ao nosso glorioso povo mineiro, pela coragem de gritar em alto e bom som "adeus Dunga" e "burro" para o treinador testa-de-ferro da outrora gloriosa CBF. Custaram a perceber, os nossos bravos cronistas, que Lúcio, Juan, Gilberto e seus congêneres não estão com nada!
quinta-feira, 19 de junho de 2008
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